segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O passeio.



Meu passeio das onze
corre
para o lado de fora do ponteiro
e estes olhos que seguram o rosto,
carregam mãos calejadas
que gritam e se desesperam
durante os passos que caminham sós,
flutuando no barulho do vento
que se perdera ontem
entre os corpos e o cinza
que cobre o mundo.

O gosto amargo que provo

me faz deitar
enquanto aqui dentro
ainda falta algo
que possa sentar-se ao meu lado
e entender comigo,aonde devo chegar.


Ana,foto e texto.

7 comentários:

Felipe disse...

Ana.
Ficou mto lindo o que escreveu me indentifico com suas poesias. A cada escrito seu parece que vai um pouco mais alem nessa alma de poestisa q vc tem. Tão profundo.
Admiro cada vez mais!

Beijos
s2

Dani Santos disse...

Palavras-ausências, a deitarem-se, serenas, a esperar o silêncio que sempre.

Algo aqui que se machuca. Que desperta e desperta quando ao ler-te.

Abraços e dias de ventos bons pra ti.

Victor Canti disse...

"passear", trilhar o caminho ao lado de alguém q se ama, esta é a saga humana, pode as vezes parecer difícil, mas todos tem seu lugar...
beijos

Meus Brinquedos Tristes disse...

Oi ana!
como anda essa caminhada pelo encamtamentos das palavras?

luz menina

Ramon de Alencar disse...

...
-Sim, sempre nos falta...

Eduardo Vasconcelos disse...

Dona poeta!!
Muito bons os seus poemas!!!

Pedro disse...

Ana,
não tenho o "dom da palavra" que gostaria de ter para poder elogiar o teu dom, mas fica aqui registrado o quanto gostei da tua poesia!