quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quase sono,de repente sonho.

O ceú cintilava as cores do universo e tudo começava a clarear como se janelas estivessem sendo abertas nas manhãs de sol e vento enquanto o voo dos pássaros mostravam direções.
Sobre as folhas que escreviam o simples,fez do entardecer,vestígios para novos luares e olhares.Passou a sonhar,assim como as árvores velhas sonham em algum dia serem vistas com lentidão e apreço...
Certa vez,ouvira uma delas contar tal sonho a um graveto que estava nas mãos de um velhinho que caminhava.O graveto estava quase no fim,reclamava de dores,enquanto a árvore o enchia de palavras belas,fazendo com que reconhecesse que as mãos que o seguravam não era por maldade e sim por necessidade de ter em quê se apoiar ao longo dos passos.E o sonho daquela árvore não era virar papel para lindos poemas e sim que os casais voltassem a escrever seus nomes nos troncos,enfeitados com corações que mais tarde,viriam ser seu próprio coração.Era também ser sombra para jovens sedentos de sabedoria ou almas insaciáveis buscando paz.
Algo ali,diria quase tudo,chegava a ser impossível diante de seus olhos.A lembrança do sonho da árvore o fez respirar com mais profundidade.
Que dirá um sonho que insiste em não morrer,quando estiver faltando segundos para o vento não mais dar prazer à pele?
Acordava na grama pensando nos sonhadores que morrem sem responder devida pergunta.
Os cacos rasgavam o véu nas madrugadas de desesperança.E as melodias dos pássaros transformavam seus ouvidos em uma caixinha secreta de músicas que ninguém nunca ouviu.
Era árvore e outrora fora graveto.Debaixo da chuva era arco-íris repintado no céu de cartolina que se dividia quando os aviões passavam.Era terra molhada esperando semente.Era semente sentindo dor para dar frutos.Era dor com sorriso forçado,sem perceber que em seu interior havia sorrisos sinceros prontos para passear e criar onomatopéias delirantes aqui fora.
Era sonho tentando responder em seu último suspiro.E era fio de nuvem,dando forma aos desenhos que contornavam sua vida.



Ana,foto e texto.

11 comentários:

Pri C. Figueira disse...

Ana! Que texto lindo!!
Seu texto fez minha imaginação ir longe, vc escreveu de forma tão mágica e pura!
Sonhos... para mim é uma das coisas mais importantes, por mais que certas vezes venhamos a esmorecer, cansar pois sonhos não se concretizam... o que seria de nós sem eles!?!?
Fico pensando, sem expectativa, sem esperança... não consigo imaginar, Deus nos criou com esse dom e Ele espera que o façamos!!

Então... sonhemos!

Bjus linda!!

Abraços muuuito apertados e carinho sincero!!

Felipe disse...

Ana!
Procuro palavras pra te dizer agora, mas não acho. A vontade mesmo é de fechar os olhos e viajar um pouquinho.
Lindo texto, vc é demais!
Beijão

Lucas disse...

você é a melhor Ana!
Seus textos são incríveis, e eu também não sei o que dizer....
ahuahea
Demais!
Amo-te

Canteiro Pessoal disse...

Oie querida, agora q respondo sua visita, perdão viu !

Bem, AMEIIII... seu espaço; transmite leveza e profundidade.
Tenha certeza que farei mais visitinhas por aqui.

Beijinhos perfumadinhos !

Paz !

Jefferson Araújo. disse...

Às vezes acho que sonhando acordado ao ler sua alma.
Como escreves doces,
suave,
meigamente sutil,
agressivamente poética.
Linda de mais.

Adoro passar por aqui.
E sonhar.

Dani Santos disse...

palavras e sonhos que trazem levezas bonitas e profundidades de encher de lágrimas o peito. palavras para todos os sentidos. presentes para os dias. abraços a ti, Ana. e dia de sonhos a se pintarem de estrelas.

Sarah Toledo disse...

um dia um amigo meu me falou assim que todos somos um milhão de coisas ao mesmo tempo. somos pessoas, objetos, estrelas... num universo enorme... só que nunca nos damos conta disso. lendo seu texto me lembrei dessa fala, a àrvore me fez lembrar. ou o graveto, ou tronco, o som, a sombra... perfeito.

um grande abraço, ana. não me esqueci das cartas, precisamos nos falar novamente no msn pra trocarmos endereços. rs.

;)

Eduardo Trindade disse...

Ah, sonhos, sonhos... Já devo ter dito que gosto muito do tom das tuas palavras, cheias de sentimentalismo. Esta tua crônica me trouxe um ar nostálgico de quando estávamos mais próximos das árvores, brincando ou namorando à roda delas.
E, de quebra, gostei da tua foto nova, viu?
Abraços!

Lilian Dalledone disse...

Muito lindo. A suavidade que te acompanha me falta normalmente.
Um abraço.

Dani Santos disse...

Ana!! saudade das tuas palavras, menina. vontade dos sonhos que aqui cintilam, das flores que aqui brincam em rodas e das canções de ninar palavras e ventos. abraços a ti, e que ventos bonitos estejam a soprar por essas bandas dai. bju bju.

Pri C. Figueira disse...

Ana minha flor!

Passei aqui só para dizer que estou com saudades dos seus escritos, das suas palavras doces!
Mas sei é um tempo e aguardo!

Muuuuito abraços beeeem apertados!

Até! Bjinhuuu