domingo, 8 de novembro de 2009

IV

I

Nenhuma terra
tão pisada quanto
é tão pó
quanto a terna guerra
das lutas nossas
internas.

II

Nenhum pranto
é todo
quanto
nosso nada
tentando
ter e viver
em ternuras eternas.

III

Nem nada
e nem luz é toda,
quanto nossa estrela
pequena na palma do céu
de mãos sonhadoras.

IV

Toda vida é tempo
de cada sentimento
ser tingido por mundos
cantados e mudos
tão nossos e em nada
traduzidos.

Ana Raquel

2 comentários:

Giovanna disse...

Como dizer o que se entende das palavras com as próprias palavras?
Assim como explicar o sentimento quando se lê com o próprio sentimento lido?
Não consigo, apenos digo com palavras que meu sentimento não é lido e sim sentido!

O "IV" foi muito bem sentido e escrito, eu senti o que escreveu ;)

Beijoo Ana... sou fã dos teus textos!

pode ser assim (...) disse...

muito lindo hein madrinha, amo!