quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Afasias

"Eu me aflijo sem querer errar as notas mas o silêncio sempre foi minha resposta..." (Samba em disfonia)


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As esperanças faziam par com o ar frio.E todas elas transitavam pelas casas, pelas faces sujas,pelas pernas cansadas sem assento nos ônibus,p elos olhos cegos de amor, secos de vida.

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O que lhe fazia respirar eram as forças advindas do místico,daquilo que não se vê a não ser com o apoio das mãos de outros ou do grafite que tece duas letras,substância átona, sugerida apenas por aqueles que admitiam as fraquezas e a pequenez humana ao tentar desestruturar céus.

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Com seus versos rasgados pelas cordas vocais,passou a absorver lágrimas e dirigir perguntas mudas sobre como concertar asas.As coisas do mundo reprimiam as ideias reversas.Sua voz  poderia levantar muros se não houvesse máquinas capazes de derrubá-los.

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Verdade mesmo é aquela que se vê depois da curva na estrada voltando pra casa.Não se encontram palavras, apenas raios solares que a vida distribui em segundos para os olhos de quem sobrevive à fila de espera. 


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Um comentário:

Ramon de Alencar disse...

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-O final me foi especialmente belo...muito bom retornar aqui e ver tanta coisa nova....