sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Poesia mensal

a vida se escorrega
nos pés dos meses.



18 de Janeiro

E por ser (re)começo,
o janeiro resolve
se continuo...


Fevereiro

Hoje me faltam canções
ensurdeço no carnaval
meu confete é o silêncio.


Março
(sentindo Elis E Jobim)

Março no fim
àguas destes dias
naufragando em mim.


Abril (ou das Aberturas)

Num tempo sério
de se faltar calor e milagre,
a mãe disse-lhe:
levanta,é abril
e não se fecha
sem encontrar chave.


Maio

Tudo às vezes acontece
em maio.
Por isso há mães.


Junho

Dá-se o início aos gelos
e descongelos por
já se viver metades.



Julho

Pausa para respirar.
Dormimos na beira da cama,
os pés são nossas férias.


Agosto

Deus bem na hora de botar
tempero,dormiu.
Ou será que fui eu?


Setembro

Cadê o sentimento
afogado nas margens escuras?
independeu-se.


Outubro

Ser criança é alegrar o
coração - tarefa
difícil para quem perdeu
o seu dentro da loja de brinquedos.


Novembro

Os ponteiros são
gotas que caem nos olhos,
contando os segundos
pro fim se compor.


Dezembro

A luz que renasce
mantém o brilho
do já vivido.
Talvez nascer em dezembro
é renascer o restante dos dias.


Em 2010.

5 comentários:

Ilczuk disse...

Muuuuito bom! eu sempre nasci em dezembro!

Mauri A. Oliveira disse...

e entao tudo começa outra vez.. ou sera que apenas continua? como um rio selvagem e impiedoso que nos, ingenuos, tentamos domar em pequenos poços?
Passei pra desejar um ano maravilhoso pra ti, cheio das mais belas palavras! bjos

° Marrí disse...

Sempre saio maior depois daqui...é com satisfação que digo viu!

Grande ano***

Dressa Sima disse...

tuu ée fera menina .

parabéns ,dezembro sempre alegre :D

Gaby Soncini disse...

Ah que lindoo!

Adorei essas descrições *.*

Grande Beijo!