domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pressuposto poético

Pode ser (não costumo ser um bom entendedor sobre todas as coisas)
mas pode ser
que o peito de todo poeta deseja (ah, se deseja!)
conjugar aquele verbo que é descrito em versos e raramente sentido pelas
pálpebras, pelas mãos, pelo coração
e fazer dele palavra viva
vermelha
que se achega
que adormece e acorda
e se converte numa só, atingindo dois.


aprecie: http://palcomp3.com/Viniciusharpa/#!/borboleta-querubim

5 comentários:

Rodrigo Tomé disse...

Perfeito! Aquele verbo tão mal usado hoje em dia, você substituiu por esse conto/crônica perfeito.

"e fazer dele palavra viva
vermelha
que se achega
que adormece e acorda
e se converte numa só, atingindo dois."

Gaby Soncini disse...

Perfeito mesmo *___*

Eduardo Trindade disse...

Palavra pela palavra,
mais que palavra,
palavra.

Michele P. disse...

Amor é tinta que desbota quando não se conserva.

Lindo Ana! :)

Cecília Sousa disse...

Porque todo poeta é apaixonado...